O papel do Recursos Humanos na Indústria 4.0
- HumanizaR Assessoria e RH

- 29 de abr. de 2020
- 3 min de leitura

A Indústria 4.0 tem sido tema de muitas discussões, estudos e foco de atenção das organizações, pois a revolução tecnológica trouxe impactos em todos os setores e nichos de mercado, gerando uma transformação no modo que se estabelecem relacionamentos, serviços, atendimentos, negócios etc. O nosso comportamento de consumo vem mudando rapidamente ao longo dos anos e o advento da tecnologia diversificou aos canais de distribuição de serviços e como estes são ofertados ao público consumidor.
Nós já estamos na era da inteligência artificial, isso tem revolucionado o mercado global, permitindo um crescimento exponencial das organizações.
Mediante esse cenário de constante transformação a busca por aperfeiçoamento, melhoria e inovações contínuas será cada vez mais intenso, e claro que a Gestão de Pessoas / RH e suas práticas devem acompanhar essa realidade. E o Rh já está sendo remodelado, para atrelar ferramentas tecnológicas de forma sistêmica nos processos dentro da organização, tornando os fluxos mais rápidos e assertivos no que tange as ações estratégicas, de planejamento e alinhamento com as diretrizes de crescimento das empresas. Ainda hoje boa parte do tempo acaba comprometido por demandas puramente operacionais, burocráticas e que demandam uma grande energia dos profissionais e que poderia ser empregada de forma mais criativa, colaborativa e produtiva para gerar engajamento e crescimento dos colaboradores e da organização em si.

Então, como ser o RH 4.0?
Essa revolução trouxe muita dinâmica e competitividade para o mercado afetando os negócios de diversas formas, o entendimento sobre essa transformação e a busca por “RESIGNIFICAR” o conceito e as ações do setor trará novas oportunidades, mas também ameaças se não forem bem estruturadas e implementadas. Naturalmente, vai impactar em todos os profissionais de Rh, que precisam entender essa mudança, identificar as demandas das empresas e selecionar equipes mais adequadas e aderentes a vagas, além de buscar incessantemente por qualificação e conhecimento de inovações tecnológicas.
Na prática, uma dessas inovações pode por exemplo ser através de ferramentas digitais de recrutamento, que possuam parâmetros analíticos que façam o processamento, cruzamento de dados e identificação de perfis de forma rápida e precisa, no qual o recrutador irá analisar somente candidatos com perfil aderente àquela vaga, reduzindo significativamente o tempo dedicado em análise de currículos, redirecionando o foco do recrutador para pontos mais relevantes no funil de seleção, sendo bem mais otimizada e prática, já existem diversos sistemas especializados disponíveis no mercado.
Outra prerrogativa importante é a forma como identificamos os colaboradores para recrutamento interno, por exemplo, um algoritmo pode auxiliar na identificação para premiar e recomendar profissionais, e ainda ajudar o Rh a corrigir distorções por mau desempenho com sugestões.
Outro desafio neste cenário é ser um líder 4.0, no qual uma contratação passa a incluir todos os setores da organização, pois os profissionais de Rh terão que aprender sobre tecnologias digitais e a forma de aplicação eficiente, isso inclui sistemas de comunicação, analytics etc. Criar treinamentos, de imersão ou recepção de novo colaborador com vídeo institucional, newsletter com informações da empresa e mensagem de boas-vindas, mini cursos sobre as normas, como fazer uso dos recursos da empresa, além de treinamentos e-learnig focados na área de atuação e processo admissional quase todo virtualizado. Mas, cabe frisar que o RH sozinho não conseguirá realizar tais ações efetivas sem que haja um investimento financeiro e comprometimento da alta gestão nesse processo de transformação.

Portanto, vemos a importância da transformação do RH para acompanhar, auxiliar as organizações nesta transição e ainda reforçar a necessidade de adequação das rotinas e seus fluxos dentro da indústria 4.0, que precisa de um Rh que cumpra seu papel de humanização nesta revolução que já é realidade, sendo ativo, envolvido, sem perder o foco no relacionamento, na valorização, que auxilie no fomento da uma nova cultura organizacional disseminando o sentimento de pertencimento, com o desafio de continuar a oferecer um serviço moderno e tecnológico, porém sempre ”HUMANIZADO”!

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